Recordati 100anos
RECORDATI Portugal
Rui Rijo Ferreira, diretor de Marketing da Recordati Portugal

Rui Rijo Ferreira, diretor de Marketing da Recordati Portugal

A parceria integra-se numa estratégia de comunicação centrada em ‘awareness’, prevenção e ligação direta à comunidade
Rui Rijo Ferreira, diretor de Marketing da Recordati Portugal

Entre o desporto, a saúde e a comunicação, há iniciativas que conseguem transformar temas clínicos em conversas públicas com impacto real nas comunidades. É o caso da P-Race, uma corrida dedicada à sensibilização para o cancro da próstata e para a Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP), que conta com o patrocínio principal da Recordati Portugal. Mais do que um evento, esta iniciativa assume-se como uma plataforma de sensibilização e prevenção, promovendo o diálogo em torno de doenças que continuam a ser marcadas por estigma e diagnóstico tardio. A participação da Recordati insere-se numa estratégia mais ampla de literacia em saúde, proximidade às comunidades e reforço do seu posicionamento enquanto empresa farmacêutica comprometida com a sociedade.

 Para perceber o alcance destas parcerias e o seu impacto na estratégia de comunicação da marca, falámos com Rui Rijo Ferreira, diretor de Marketing da Recordati Portugal. Ao longo desta entrevista, o responsável aborda o papel das colaborações com entidades de referência, a importância destas iniciativas no ano em que a empresa celebra o seu centenário e a forma como a marca procura equilibrar inovação científica com responsabilidade social. Num momento em que a prevenção ganha cada vez mais relevância, a Recordati reforça a aposta em ações que vão além do seu core business, contribuindo para uma maior consciencialização e para uma mudança efetiva de comportamentos na sociedade.

Entrevista


O que motivou a Recordati a associar-se à P-Race enquanto patrocinador principal?

A P-Race representa uma iniciativa com forte impacto social, alinhada com a missão da Recordati de promover a saúde e a prevenção de doenças. O cancro da próstata ou a HBP (Hiperplasia Benigna da Próstata) são áreas muito relevantes dentro do seu portefólio e compromisso terapêutico, pelo que apoiar uma corrida dedicada à sensibilização e diagnóstico precoce traduz-se numa extensão natural do seu propósito.


De que forma esta parceria se integra na estratégia global de marca e comunicação da Recordati?

A parceria reforça o posicionamento da Recordati como uma empresa próxima das pessoas, que vai além da inovação terapêutica para investir na literacia em saúde. Integra-se numa estratégia de comunicação centrada em ‘awareness’, prevenção e ligação direta às comunidades.


Corrida P-Race

Num ano em que a empresa celebra o seu centenário, que relevância assume este tipo de iniciativas para o posicionamento da marca?

Assinalar 100 anos com iniciativas de impacto social reforça a herança e a evolução da marca, demonstrando continuidade no compromisso com a saúde pública. É uma forma de projetar o futuro mantendo os valores fundacionais de responsabilidade e proximidade.


Que papel podem eventos como a P-Race desempenhar na construção de uma marca mais próxima e relevante junto da sociedade?

Eventos desta natureza permitem um contacto direto com a população, humanizam a marca e criam experiências memoráveis. São fundamentais para construir confiança, gerar empatia e tornar a marca mais acessível e relevante no dia a dia das pessoas.


Como avalia a importância das parcerias com entidades como o Instituto da Próstata e a APDP do ponto de vista de credibilidade e impacto?

Estas parcerias são essenciais para assegurar rigor científico, credibilidade e legitimidade. Trabalhar com entidades de referência amplia o alcance da mensagem e garante que a sensibilização é feita com base em evidência e conhecimento especializado.


Até que ponto estas colaborações contribuem para reforçar o compromisso da Recordati com os doentes e com a comunidade?

Contribuem diretamente ao demonstrar um envolvimento ativo e consistente com as necessidades reais dos doentes. Estas colaborações reforçam a confiança e evidenciam um compromisso que vai além do tratamento, abrangendo prevenção e qualidade de vida.


O cancro da próstata continua a ser uma doença pouco falada. Que desafios existem na sua comunicação e sensibilização?

Persistem barreiras culturais, estigma e algum desconhecimento, que dificultam a abordagem do tema. É necessário comunicar de forma clara, acessível e empática, ajudando a normalizar a conversa e a promover a importância do rastreio precoce.


Que impacto real acredita que iniciativas como esta têm na mudança de comportamentos e na promoção do diagnóstico precoce?

Iniciativas como a P-Race contribuem para aumentar a consciencialização e incentivar a realização de exames de rotina. Ao mobilizar a comunidade, ajudam a transformar informação em ação, promovendo uma atitude mais proativa em relação à saúde.


De que forma a Recordati mede o impacto destas ações, tanto ao nível social como reputacional?

O impacto é avaliado através de indicadores como alcance mediático, ‘engagement’ nas plataformas digitais, participação no evento e feedback dos ‘stakeholders’. São também considerados estudos de perceção de marca e métricas relacionadas com ‘awareness’ e mudança de comportamento.


Como é que a marca equilibra o seu papel enquanto player farmacêutico com uma presença ativa em causas de saúde pública?

A Recordati procura um equilíbrio entre inovação científica e responsabilidade social, atuando de forma ética e transparente. O envolvimento em causas públicas complementa o seu ‘core business’ e reforça o seu papel como agente ativo na melhoria da saúde global.


A promoção de estilos de vida saudáveis é um dos pilares desta corrida. Como é que este território se cruza com a estratégia da marca?

A prevenção e a promoção de hábitos saudáveis são componentes fundamentais de uma abordagem integrada à saúde. Este território está alinhado com a visão da Recordati de contribuir não só para o tratamento, mas também para a melhoria do bem-estar geral.


Este tipo de iniciativas contribui também para humanizar a marca? De que forma?

Sim, ao aproximar-se das pessoas em contextos informais e positivos, a marca ganha uma dimensão mais humana. A participação ativa em eventos comunitários reforça empatia, proximidade e autenticidade.


Que importância tem, hoje, para uma empresa como a Recordati, assumir um papel ativo em causas que vão além do seu core business?

É cada vez mais crucial. As empresas são hoje avaliadas não só pelos seus produtos, mas também pelo seu impacto social. Assumir este papel reforça a reputação, a confiança e o valor da marca no longo prazo.


Que mensagem-chave pretende a Recordati passar com o apoio à P-Race?

A mensagem central é clara: a prevenção salva vidas. A Recordati quer incentivar o diálogo sobre o cancro da próstata, promover o diagnóstico precoce e afirmar o seu compromisso contínuo com a saúde e bem-estar da comunidade.


Por Sandra M. Pinto

Fonte: Marketter